Além da Ficha Técnica

Crítica: O Solista, a surpresa do ano

10 10UTC Novembro 10UTC 2009 · 1 Comentário

O Solista 2Quem me acompanha aqui no blog ou me conhece pessoalmente sabe que sou superexposto a quase todos os filmes que eu quero assistir. Trailers vistos a exaustão. Matérias e posts lidos em tudo que é lugar disponível na internet. Com O Solista, foi bem diferente. Nada li, nenhum post anterior foi feito para o blog. Nem na lista dos filmes que queria ver na semana entrou. Com isso, entrar a esmo naquela sala e me deparar com uma das melhores experiências cinematográficas dos últimos tempos, rendeu a surpresa do ano.

O Solista centra sua história em duas personagens. Steve Lopez, colunista do LA Times que descobre numa praça o músico Nathaniel Ayers Junior, esquizofrênico, sem-teto e dono de um genial talento. Lopez com o intuito de gerar uma matéria se envolve com a história de Nathaniel e, gradativamente, as vidas vão se entrelaçando e se interligando de maneira definitiva.

A genialidade dessa história toda fica por conta de Joe Wright, Robert Downey Jr e Jamie Foxx. O primeiro, diretor do filme, consegue conduzir essa história sem cair na simples piedade por Nathaniel e criando, com rara sensibilidade cenas lindas. Cada diálogo entre os dois, por mais entrecortado e truncado que sejam pelas óbvias dificuldades, é recheado de aulas de relacionamento humano.

Além disso, a visão da obra é clara: é um filme sobre música. Ela é o centro das atenções e nos provoca as melhores imagens. Closes nas mãos de Foxx, nas cordas dos instrumentos e as diversas apresentações das orquestras, envolvem o filme e, por conseguinte, o espectador, imerso nesse universo clássico de Ludwig van Beethoven (a obsessão de Nathaniel).

Marcante também na obra é a cena com a primeira apresentação de orquestra que Sr. Lopez leva Nathaniel. Ao invés de mostrar as emoções dos atores, o diretor optou por uma experiência com linhas abstratas e cores, sempre acompanhando o que é tocado. O resultado é uma vivência ímpar da música, com a clara sensação de que a musica toca o espectador não apenas auditivamente, mas também visualmente. Uma liberdade poética linda e impossível de se descrever.

Por fim, Jamie Foxx e Robert Downey Jr. Dois grandes nomes, dois talentos (Downey Jr, por sinal, dando claros sinais que está de volta melhor do que nunca). Interpretações fortes, personagens com alta carga dramática, e um incrível poder de retenção da atenção do espectador. E, o que é mais difícil de ver, com alto grau de realismo. Por mais que sejam estereótipos a principio – o jornalista em busca da personagem perfeita e o esquizofrênico – ambos, graças ao seu talento, acabam conferindo uma humanidade sem tamanho e deliciam o espectador.

Grata surpresa do ano, O Solista é dos filmes com maior sensibilidade dos últimos anos. Sem dúvida alguma, uma experiência indispensável para quem gosta de um bom filme. Impecável.

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Piaf assombra Chanel

9 09UTC Novembro 09UTC 2009 · Deixe um Comentário

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A personalidade dura da estilista Coco Chanel é de conhecimento público. Bastante rígida, a francesa mudou os rumos da moda mundial, tornando as vestimentas femininas mais práticas, sóbrias e clássicas. Nada mais natural que um blockbuster buscasse retratar um pouco dessa vida.

Anne Fontaine, porém, decidiu dirigir uma obra um pouco diferente disso e retratar uma Chanel antes de ser Coco, quando ainda era Gabrielle (seu verdadeiro nome). O resultado, porém, deixou bastante a desejar, especialmente graças a uma outra francesa: Edith Piaf.

As claras semelhanças entre as duas francesas (infância pobre, cantora de cabaré, perda do grande amor, entre outras) levam a uma inevitável comparação entre as duas obras. Mas vamos às lutas uma a uma:

- Sofrimento: claramente Piaf sofreu mais que Chanel, se analisarmos apenas as obras cinematográficas. E quer queira, quer não, sofrimento de protagonista cativa o público. Assim, a leve e espertinha Gabrielle não envolve o público.

- Grande amor: Marcel amou Piaf. Boy amou Chanel. O sofrimento da perda de Marcel deixou Piaf enlouquecida. O sofrimento da perda de Boy deixou Chanel amarga. Mais uma vez o drama leva a melhor.

- Atuação: Marion Cottilard foi, no mínimo, genial, em sua interpretação de Piaf. Caracterização impecável. Uma entrega a um papel poucas vezes vista. Já Audrey Tautou tinha a seu favor, certa semelhança com Chanel. E ainda assim, sua eterna expressão Amélie Poulain estava lá. E a resposta está óbvia.

Chanel tem, a seu favor, um elenco bem competente (Benoit Poelvoorde, Alessandro Nivola e Emmanuelle Devos seguram o filme), uma reconstrução de época impecável (a cena da praia é uma aula de costumes históricos) e uma deslumbrante cena final (que pode interferir no julgamento da obra). Mas ainda assim é inferior. Para quem esperava encontrar uma grande obra, como eu esperava, uma pontada de decepção e um sorriso amarelo na saída da sessão.

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Paradoxo –500 Days of Summer

4 04UTC Novembro 04UTC 2009 · 1 Comentário

summer

O diretor Marc Webb propõe uma bela reflexão em seu filme de estréia 500 Days of Summer. O filme conta, de maneira bastante leve, a história do relacionamento entre Tom,redator de cartões de Natal e Summer, assistente do chefe da mesma agência. Com direção ágil e trilha muito bem afinada, o filme estreou no país na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Leia a crítica completa na edição 307 da Revista Paradoxo.

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Distrito 9 – Eles chegaram!

2 02UTC Novembro 02UTC 2009 · Deixe um Comentário

distrito9Se você parar e olhar o histórico dos filmes de ETs, vai notar que eles têm um senso de geopolítica e de história incrível. Torre Eiffel, Casa Branca, Empire State. Nada escapa dos raios mortais dos nossos amiguinhos verdes. Neill Blomkamp, com o aval de Peter Jackson, no entanto, acaba de colocar isso por terra com seu Distrito 9.

No filme, os camarões (como eles são carinhosamente chamados), não vieram destruir a Terra. O que aconteceu foi que sua nave quebrou. E ficou parada no ar por duas décadas. Bem em cima de Johanesburgo, na África do Sul. E lá ficaram.

Foram os seres humanos que chegaram lá, abriram e encontraram uma multidão desnutrida. E levaram pra Terra em uma área própria deles (o Distrito 9 do título). O que eles não contavam é que aquilo sairia do controle. Para resolver esse problema social causado por uma população de quase dois milhões de extraterrestres, uma equipe da MNU, encabeçada por Wikus Van De Merwe, tem como missão levar essa população para um novo acampamento.

O filme, que mistura a linguagem de documentário, com a do jornalismo, além da do próprio cinema (esse trio, aliás, uma evolução daquele enjôo que causa Cloverfield), traz uma sensação forte de realidade, reforçada pelo elenco desconhecido. Não existe um Will Smith salvando o mundo.

Existe sim um Wikus, personagem das mais complexas que já vi que, em momento algum se firma como mocinho ou como vilão, mas apenas um ser em busca de sobrevivência. Esse, aliás, é um dos fortes méritos do filme: a necessidade de sobrevivência de Wikus e também do camarão Christopher, ambos excluídos. Bastante realista, Distrito 9 tem a proeza de tornar aquela ficção científica em algo totalmente verossímil e reflexivo.

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Meu lado do 500 dias com ela

28 28UTC Outubro 28UTC 2009 · 5 Comentários

“And if a double-decker bus

Crashes into us

To die by your side

Is such a heavenly way to die”

Por Andrea Hiranaka

O verso mais trágico e fofo evah. E é nessa música, mais precisamente nesses versos que o casal de “500 dias com ela” se conhecem. E foi mais ou menos com essa sensação que saí desse filme. Ele conta a história do relacionamento do casal Tom Hansen, redator de cartões comemorativos e que acredita que só será feliz quando encontrar a mulher da sua vida, e Summer Finn, assistente na mesma empresa que não acredita nessas coisas. Pra se ter uma idéia do desenrolar dessa história, logo no começo o narrador já avisa que “you should know up front, this is not a love story”.

Apesar de ser um dos filmes da mostra mais comerciais, era um dos que eu mais esperava assistir, pelo trailer e pelo diretor Marc Webb, tradicionalmente diretor de clipes musicais, no seu primeiro longa. E percebe-se muito esse background, da forma não linear de contar o vai-e-volta do relacionamento dos dois, à cena de musical no parque à lá Encantada.

O engraçado é que apesar do tom de comédia e de todos os risos que o ele provoca, ele causa também certo incômodo (pelo menos pra mim ele causou incômodo). Sabe todas as suas frustrações de relacionamento? Todas as dúvidas, o “será que ele/ela gosta de mim”, o namoro-não-namoro, os sorrisos nos momentos bons, e o desdém nos momentos ruins, são facilmente transponíveis pra vida real. E exatamente por ter já passado por isso, a gente sofre com o Tom e quer que ele fique com a Summer, mesmo sabendo que na vida real as coisas não aconteçam assim, talvez na esperança que as coisas acabem bem com a gente também. E essa empatia que ganha o filme e faz valer a pena assistir, mesmo com algumas lagriminhas no meio do caminho.

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This. is. it.

22 22UTC Outubro 22UTC 2009 · 3 Comentários

michaeljacksonthisisit

Na próxima semana, estreia um dos filmes/documentários mais aguardados do ano, e também um dos prováveis recordes de pouca duração no circuito. E se você não sabe do que estou falando, cuidado para não ter de esperar até o lançamento do DVD.

É, com os ingressos vendendo rapidamente para as duas semanas de exibição, This is it, o documentário sobre a última turnê de Michael Jackson chega às telonas, com imagens dos ensaios dos shows que o astro da música pop faria em Londres. Esta semana, a venda esgotou para mais de 1600 salas ao redor do mundo, na pré-venda online. E de acordo com a Sony, foram 4200 aqui no Brasil.

Algumas imagens do filme foram veiculadas logo após a morte do cantor, em um ensaio de They don’t really care about us. O ensaio incluiu bailarinos, músicos e artistas performáticos, além de um número em que Jackson seria suspenso e um outro com imagens em 3D da mansão assombrada de “Thriller”. São quase 2 minutos de imagens em alta definição, que foram muito bem recebidos muito bem pela crítica.

“Poor Michael, they don’t really care about you…”

O trailer oficial do filme foi lançado no MTV Video Music Awards de 2009. Também houve um tributo realizado por dançarinos contratados para a This Is It Tour, Janet Jackson e Madonna, pra mim, o único momento da premiação que realmente valeu a pena.

Dei uma pesquisada, e parece que ainda tem ingresso. Ainda não tem o seu? Hora do serviço: entre aqui e veja se a sala de sua preferência ainda tem um espaço pra você. E bom filme! ;)

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Robin Hood

19 19UTC Outubro 19UTC 2009 · Deixe um Comentário

robin_hood_russell_crowe

Olhe bem atentamente para a imagem acima. Te convenceu ver Russell Crowe como Robin Hood? Bom, a mim nadinha. Tiozão demais, bochechas demais, cabelo branco demais. Algo nessa imagem não está certo. Mas ainda assim, vai sair Robin Hood, de Ridley Scott em maio do ano que vem.

Na trama, Hood retorna para Nottingham e a cidade está totalmente corrompida desde que o Príncipe John assumiu o poder. Além de Crowe, a trama conta ainda com um grande elenco com Cate Blanchett, Mark Strong, Kevin Durand, William Hurt e Vanessa Redgrave. Nas palavras do amigo @luizcitton, “Jude Law talvez me convencesse. Ou Orlando Bloom. ou até Johnny Depp. Alguém magro, com cara de subversivo, rebelde o que fosse”. Talvez ele funcione numa Sessão da Tarde. Ou nem isso…

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Bastardos Inglórios – Mais um Tarantino Foda!

16 16UTC Outubro 16UTC 2009 · 1 Comentário

inglourious-basterds-0905-pp05_thumbNo último Festival de Cannes, Lars von Trier afirmou ser o melhor cineasta do mundo ao lançar o incrível Anticristo. Deixando o lado marketeiro de lado, é possível existir um cineasta hoje em dia que tenha consciência de sua genialidade e a use de maneira positiva? A resposta é sim, existe. E seu nome é Quentin Tarantino.

Sentei no cinema para assistir Bastardos Inglórios com a expectativa de presenciar uma obra pensada e trabalhada por anos a fio. Rezava a lenda que esse seria um projeto eterno de Tarantino que nunca sairia do papel. Aliás, que sequer ganharia a forma final no papel. Assim, a expectativa – ainda mais pós Kill Bill – era enorme.

E da melhor maneira possível, Tarantino não supriu essa expectativa, porém deixa uma satisfação maior do que se suprisse. Em outras palavras, mais que levar para as telas o esperado pelo seu público, Tarantino cria mais uma obra surpreendente, e por isso, melhor que a encomenda.

Em plena França invadida durante a Segunda Guerra Mundial, dois grupos independentes pretendem matar Hitler e todo o alto comando nazista durante a premiére do filme O Orgulho da Nação, sob as proezas do soldado Fredrick Zoller. O primeiro, sob o nome de Operação Kino, é formado por ingleses, uma atriz alemã agente dupla e os Bastardos Inglórios do título, grupo americano liderado pelo tenente Aldo Raine que pretende vingar os judeus matando nazistas. O segundo, menor, reúne o negro Marcel e sua amada Shosanna, judia que escapou do Caçador de Judeus, Hans Landa, e que pretende vingar o assassinato de sua família. A seu favor, ela tem o fato de ser a proprietária do cinema que acontece a grande estreia.

Um filme de guerra padrão não fosse a mão do diretor. Imagens lindas de uma França da década de 40 (o filme, aliás, foi realmente gravado no país), um roteiro ágil e, apesar do eterno clima de tensão em direção ao grande final, muito engraçado. Situação bastante comum, aliás, é ver sangue jorrando no filme e a platéia a gargalhar.

brad

Além disso, o genial trabalho de três atores ajuda a criar empatia com as três partes da obra, sem criar vilões ou mocinhos: Brad Pitt, Christoph Waltz e Melanie Laurent. O primeiro, maior galã mundial da atualidade, dá vida a um americano xucro, com um sotaque divertidíssimo (o buon giorno é simplesmente impagável) e mostra, mais uma vez, que a fase rostinho bonito (apesar dele ainda existir) está superada.

Christoph

Christoph Waltz, por sua vez, rouba todas as atenções sempre que está em cena com seu Hans Landa, o Caçador de Judeus. Educado, cínico até não poder mais, Landa é o grande fio condutor da trama e une as diversas histórias que compõem a obra.

melanie

Por fim, Melanie Laurent deve agradecer diariamente o fato de reunir talento e essa beleza clássica. Sua judia Shosanna é linda, delicada e permite que a atriz brinque bastante em cena com a dualidade entre essa beleza toda e a raiva que a personagem possui dos judeus. Sua última cena é, no mínimo, arrepiante.

Como um bom filme de Tarantino (e esse é dos melhores, com certeza) é possível passar horas e horas discutindo a trilha incrível (Ennio Morricone e Tarantino para mim, são uma combinação ideal), as belas imagens, cada uma das falas da obra e todo o elenco (que ainda conta com nomes como Michael Fassbender, Eli Roth, Til Schwelger, Daniel Brühl e Diane Kruger). Por ora, de maneira nada sutil (e ver um Tarantino, permite isso), fica o conselho: Corre e vai assistir que é do caralho!!!

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Matadores de Vampiras Lésbicas

15 15UTC Outubro 15UTC 2009 · Deixe um Comentário

matadores

A escolha do título de um filme ajuda e muito na decisão sobre assistir ou não. Títulos nonsense, desde que caibam na obra, se enquadram na categoria dos que atraem, pelo menos para descobrir mais sobre a obra em si. É esse o caso de Matadores de Vampiras Lésbicas. Com direção de Phil Claydon, o filme reúne comédia, terror e suspense na história de Fletch e Jimmy, amigos que decidem passar um fim de semana em um vilarejop calmo para esquecer os problemas (Fletch perdeu o emprego e Jimmy a namorada).

Entretanto, os dois acabam em um vilarejo povoado por Vampiras Lésbicas! Sim, exatamente isso. Um grupo de vampiras sedentas por sangue (e só no caso deles, afinal são lésbicas) lideradas por Camilla. Tosco? Ao extremo. Talvez por isso mesmo engraçado. E para coroar, na versão nacional, Fletch é dublado por ninguém menos que João Gordo.

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500 Days of Summer

14 14UTC Outubro 14UTC 2009 · 4 Comentários

500days

“O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você Jenny Beckman. Vaca”. Abertura de 500 Days of Summer

Cheguei a 500 Days of Summer via @andreahiranaka, que fez um post sobre ele e seu trailer-vídeo musical. Fui atrás e não é que gostei dele? Em linhas gerais: o criador de cartões comemorativos Tom (Joseph Gordon-Levitt) se apaixona por Summer (a fofa Zooey Deschanel). O problema é: ela não acredita em amor. A missão de Tom é reverter essa crença durante os 500 dias do título. Em resumo, um filme meloso com dois atores fofos.

O diferencial que tem chamado a atenção, porém, é a presença da música no projeto. Para explicar, basta citar o nome de Marc Webb, responsável por centenas de clips de artistas como Fergie, Regina Spektor, Weezer, entre outros. O resultado é um filme ágil, com cortes à la videoclipes e uma trilha sonora incrível, que terá, além de Spektor, Feist, The Smiths, Doves, Wolfmother e Black Lips.

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