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E um novo mundo se abre…

Olá amigos e leitores desse blog. Bom, esse post é diferente dos demais. E por isso mesmo ele é mais difícil. Me acostumei a escrever quase diariamente um pouco sobre o universo do cinema. E dessa vez estou me despedindo. O Além da Ficha Técnica chegou ao fim da linha.

Após quase um ano aqui nesse endereço, chegou a hora de ir além. No começo do ano, conheci o Fernando e seu Cinebuteco. E as afinidades entre os dois projetos se mostraram claras. E a vontade de crescer também. E da união dos dois, nasce o nosso novo projeto, o Salada de Cinema.

O novo site reunirá as novidades e impressões que estavam aqui diariamente e também no Cinebuteco. Mas estamos indo além. Uma equipe empolgada e preparada ajuda a criar o conteúdo do site com a mesma atenção que sempre demos.

Obrigado a vocês que estiveram aqui lendo, comentando e difundindo cada dos textos. E sejam benvindos ao Salada de Cinema.

Se quiser dar um pitaco, elogiar, xingar, o que quiser, o canal está aberto. Fale com a gente pelo nosso twitter, o @saladadecinema, ou pelo meu e-mail.

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Quando o Dé me chamou pra escrever aqui no Além da Ficha Técnica com ele, a única coisa que pensei foi “EU? Mesmo?” Porque né, manjo muito pouco de cinema. Aliás, mesmo depois de um ano, continuo manjando super pouco. =p Continuo mais sendo aquela espectadora que vê o filme como tal e sem fazer análises mega blaster técnicas e profissionais. Mas olha, acho que foi isso que deu certo aqui. A gente super se entendeu nas pautas e nos filmes que colocava aqui e o blog foi um orgulhinho durante esse tempo.

Agora vamos ficar grandes, nosso bloguinho vai virar coisa de gente grande. Dá um pouco de medo, mas tenho certeza absoluta que a gente vai mandar mais do bem. Ainda mais depois de conhecer o Fer, primeiro no twitter/CineButeco e depois de muito tempo, pessoalmente, na nossa primeira reunião de equipe do Salada de Cinema.

É empolgante, gente. Só isso que tenho a dizer. E espero super que todos continuem nos lendo por lá, porque podem ter certeza que a gente adora fazer isso aqui! =D

Um beijo e até o Salada!

Cassita

O Golpista do Ano

Um cartaz ridículo e uma tradução horrorosa dão as boas-vindas para O Golpista do Ano. Apesar de ter nas mãos três atores incríveis – com destaque absoluto para a atuação de Ewan McGregor – os diretores e roteiristas Glenn Ficarra e John Requa não souberam extrair o melhor. O filme é divertido, sim, mas não passa disso. É daqueles títulos que provavelmente não vai passar nem na Sessão da Tarde de um dia chuvoso.

Nesta tentativa malsucedida de comédia que é um mix de Prenda-me se for capaz (2002) e O Mentiroso (1997), Steven Russel (Jim Carrey) é um homem que vive de mentiras até sofrer um acidente e decidir viver sua verdadeira identidade homossexual. Começa a dar golpes para sustentar seu novo estilo de vida, acabando na prisão. Lá ele conhece o sensível Phillip Morris (Ewan McGregor) e passa a viver um romance cheio de mentiras e trapaças, sempre se metendo em encrencas. Depois de tudo percebe por si só que seus dramas pessoais – que não são poucos – deixaram-no sem uma.

As estereotipações são infinitas, e a forma caricatural de Carrey interpretar seus personagens de comédia influencia para deixar todo o filme com uma identidade visual própria, mas de mau gosto. A participação de Rodrigo Santoro como o primeiro namorado de Steven é pequena e indigna de lhe garantir um espaço no cartaz de divulgação, não fosse o fato de ele ser um chamariz do público brasileiro para as salas.

Na 33ª Mostra de Cinema de São Paulo, o filme – ainda sem título em Português – foi exibido com a presença dos diretores e, na ocasião, amplamente criticado pelo público justamente pelos excessos cometidos, que o torna tão crível quanto um de Chuck Norris. Gay. Portanto não espere grandes coisas. Vendido como um filme de comédia inteligente, deixa a desejar muito. Vendido como um filme de comédia divertidíssimo, não passa nem perto. Vendido como uma tragicomédia da vida real, exagera. Vendido como um filme icônico, definitivamente não se enquadra. Phillip Morris, enfim, não tem porquê ser tão amado.

Titulo Original: I Love You Phillip Morris (2009)
Diretores: Glenn Ficarra e John Requa
Roteiristas: Glenn Ficarra e John Requa
Elenco: Jim Carrey, Ewan McGregor, Rodrigo Santoro e Leslie Mann
Duração: 102 minutos

Rio é estrela da nova animação de Carlos Saldanha

E os fãs do trabalho do animador brasileiro Carlos Saldanha, diretor dos filmes A Era do Gelo 2 e 3 (no primeiro, Saldanha foi o co-diretor), já aguardam ansiosos a chegada de sua nova animação. Isso pois, além de seu talento, sua mais recente obra tem como centro a cidade do Rio de Janeiro.

Rio, conta a história da arara azul Blu, que acreditava ser a última de sua espécie. Entretanto, ao conhecer a fêmea Jewel, ele retoma sua vida e juntos viajam até a cidade carioca. E é em torno da jornada e do aprendizado dos dois que a trama se desenrola.

Na cidade, as imagens incluem as maiores belezas naturais e o Rio é retratado com toda a exuberância que a cidade pode oferecer. No time de dubladores Anne Hathaway assume o papel de Jewel enquanto Jesse Eisenberg vive o protagonista Blu. O brasileiro Rodrigo Santoro completa o elenco. A estreia brasileira, em 3D também, obviamente, está marcada para 8 de abril.

Viagra é estrela em Love and Other Drugs

E a mais que famosa pílula azul, o Viagra, virou filme. E o mais curioso, uma comédia romântica. Pelo menos é isso o que promete o filme Love and Other Drugs, com direção de Edward Zwick responsável por Diamante de Sangue e O Último Samurai.

Baseado no livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman, de Jamie Reidy, conta a história de um vendedor de Prozac que vê a mulher com quem está envolvido ter um caso com um vendedor de Viagra. Entrelaçam o enredo personagens ligados à indústria farmacêutica e suas práticas como um médico sem escrúpulos e um representante dos laboratórios farmacêuticos que busca aumentar as vendas a qualquer custo.

No trio de protagonistas, os nomes de Gabriel Match como o vendedor de Prozac, Anne Hathaway, como Maggie, a esposa que sofre de Alzheimer e Jake Gyllenhaal, como Jamie o amante que vende a pílula azul (e o par de Brokeback Mountain se repete!). Completam o elenco Hank Azaria e Oliver Platt.

A estreia brasileira de Love and Other Drugs está prevista para 14 de janeiro do próximo ano.

Kung Fu Panda volta com grande elenco

A continuação das trapalhadas do grande e gordo Po, o panda lutador de kung fu da Dreamworks, segue a todo vapor. Apresentado em 2008, o urso desajeitado passou a fazer parte da equipe dos cinco furiosos, os maiores lutadores de todo o mundo.

Na segunda parte de Kung Fu Panda, eles terão que lutar contra o pavão Lord Shen, que possui uma arma que desafia a existência do kung fu. O panda, além disso, terá que se confrontar também com seu passado.

Com direção de Jennifer Yuh, o filme tem roteiro de Jonayhan Aibel, Glenn Berger e o apoio do genial Charlie Kaufman. No elenco de dubladores, a constelação se repete: Jack Black, Angelina Jolie, Dustin Hoffman, Jackie Chan, Seth Rogen, Lucy Liu e Gary Oldman. Completam o elenco Jean-Claude Van Damme, Michelle Yeoh e Victor Garber.

Lançado em 2D e 3D, tem previsão de estreia para 17 de junho de 2011.

Steve Carell em Um Jantar para Idiotas

E para os fãs do astro de The Office, Steve Carell, boas notícias. Está prevista para 20 de agosto a estreia de deu novo projeto, Dinner for Schmucks.

Conhecido no Brasil como Um jantar para idiotas, o filme é um remake da comérdia francesa Le Dîner de Cons, filme de 1998 dirigido por Francis Veber. Na versão atual, a direção fica por conta de Jay Roach, que dirigiu os primeiros Entrando Numa Fria e também é produtor do sucesso Borat, de Sacha Baron Cohen.

No enredo, Tim (Paul Rudd) precisa ajudar o chefe em seu hobby de promover um jantar para pessoas diferentes para conseguir sua promoção. E eis que no seu caminho surge Barry, a pessoa ideal para ele levar.

Completam o elenco Zach Galifianakis e Ron Livingston.

O Escritor Fantasma

O diretor Roman Polanski, em prisão domiciliar no momento graças à acusação de ter atacado uma menina, acaba de provar que sua genialidade ainda existe e é forte. Sua obra mais recente, O Escritor Fantasma, é um thriller de primeira e, desde a primeira cena, joga o espectador na trama para não mais tirar.

Na obra, Ewan McGregor vive um escritor contratado para escrever a autobiografia do ex-primeiro ministro britânico Adam Lang em nome dele. Para isso, viaja até os Estados Unidos, onde Lang está escondido devido à acusações de crimes contra a humanidade. Além do primeiro ministro, o escritor também encontra na casa Amélia Bly, assistente de Lang e a esposa Ruth.

E em torno dessa história que o escritor vai descobrindo informações não tão publicáveis do político e, cada vez mais, sendo envolvido por essas histórias. Para assegurar o bom resultado de seu filme, Polanski contou com um elenco bastante afinado. Olivia Williams vive a amargurada e enclausurada esposa de Lang, que morre de ciúmes da assistente extremamente metódica e protetora vivida por Kim Cattrall (provando que pode sim ir além da despachada Samantha de Sex and The City). Para viver o primeiro ministro o escalado foi Pierce Brosnan, em um papel competente após anos sem destaque.

Mas a estrela máxima é, sem dúvida, Ewan McGregor. Cada dia mais impecável em sua atuação, o ator consegue, apenas com sua personagem, equilibrar o tom de suspense e os momentos mais leves, com seu senso de humor incompreendido. Uma interpretação magistral.

Além disso, toda a ambientação da obra ajuda a criar o clima tenso com a falta de cores vibrantes e o eterno clima úmido, e interpretações de movimentos contidos, gerando uma imersão completa. O desfecho, não revelado nesse texto, é perfeitamente encaixado na obra e faz do roteiro uma obra claramente literária e sem pontas soltas.

Roteiro, ambientação, elenco e direção. Uma combinação primorosa que gerou uma obra prima do cinema. Condenado ou não, o talento de Polanski é indiscutível e, mais uma vez provado. Obra de mestre.

Por André Sobreiro

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