O encanto de Wall.E

Quando eu penso em desenho animado, logo me vem à mente aquelas cenas lindas de A Bela e a Fera – junto com Aladdin meu desenho favorito – e sua incrível realidade. Como um filme daqueles foi feito apenas com desenhos? Certeza que não são pessoas? Essa semana mais uma vez tive esse impacto.

Assisti Wall-E. Filme bastante comentado, estava curioso confesso. Mas o boca a boca foi crescendo e a curiosidade aumentando. Só serviu para ter uma das maiores surpresas da minha vida. Não sei se me pegou em um dia mais sensível, mas cada franzida de olhos do pequeno Wall-E eu me emocionava demais. Os olhinhos cheios de lágrimas quase que todo o filme para aquela história linda.

O planeta está devastado. Não sobrou nenhum ser humano. Pra ser mais exato, sobraram apenas uma baratinha e ele, Wall-E, robô de “empacotamento” de lixo que diariamente se dedica ao seu trabalho ao mesmo tempo que encontra encanto em objetos velhos dos seres humanos como garfos, colheres e lâmpadas e o musical Hello, Dolly, sua grande paixão e inspiração.

Até que os humanos – a bordo da nave espacial Axion – enviam um módulo de reconhecimento, em busca de vida. Seu nome: Eve, uma linda robô, desenvolvida pelos designers da Apple.

E está ai o encanto. Com seus barulhinhos de robôs e apenas seus nomes sendo entendidos pelo público, um rol de emoções universais são transmitidas. É nesse ponto que reside o encanto do filme – e hoje vejo que também em A Bela e a Fera – a universalidade dos sentimentos sem se importar com a comunicação.

Bela e Fera dialogavam pouco – até por que ele costumava ser hostil com ela. Wall-E e Eve até dialogam mas para nós é ininteligível. Mas perfeitamente compreensível. Os medos, o encanto, o amor, todos os sentimentos que aqueles pequenos robozinhos tem aos montes e que nos fazem pensar o filme todo.

A mensagem da sustentabilidade, tão em alta nos últimos tempos está lá. Mas não é invasiva, gratuita. Completamente contextualizada, saímos do cinema querendo salvar o planeta e querendo encontrar máquinas assim, que nos ensinem o bem tão simples, tão puro.

Wall-E nada mais é que um resgate lindo das tradições dos filmes Disney: encanto, um leve senso de humor e acima de tudo uma linda mensagem final, que encanta gerações e gerações.

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