Polêmica e sexualidade

Em sua primeira passagem pelo Brasil, na Mostra de SP de 2006, ele já causou muito furor. Um jovem elenco, bastante desconhecido protagonizava cenas bastantes fortes até para os mais liberais espectadores.

E agora, dois anos depois, estréia em poucas salas no Brasil Shortbus, do diretor John Cameron Mitchell, desnudando de maneira bastante crua as realidades da cosmopolita Nova York. Já de cara, James (vivido pelo iniciante mas já polêmico Paul Dawson) aparece em cena de nu frontal. Daí por diante nudez, cenas de sexo homossexuais e heterossexuais são constante na construção de personagens e histórias.

Uma terapeuta sexual que nunca teve um orgasmo (Sook-Yin Lee) e seu marido (Raphael Barker), uma dominatrix solitária (Lindsay Beamish), um voyeur (Peter Stickles), um casal gay (Paul Dawson e PJ DeBoy, namorados na vida real) que não consegue transar, e Ceth (Jay Brannan), jovem que parece ser o vértice ideal para um eventual triângulo deste casal, compõem essa intensa história.

Esse elenco, composto de nomes desconhecidos do público tem explicação. Mitchell queria um elenco disponível para suas gravações e que tivesse a coragem de se expor de maneira tal intensa. Para isso, colocou uma página na internet recrutando atores. Como resultado teve 500 mil acessos e recebeu quinhentas fitas de vídeo. Dessas foram selecionadas 40 que culminaram em sete, o elenco final que passou por dois anos de ensaio e oficinas até o roteiro final.

Polêmicas envolvendo esse filme não são poucas. A cena em quem três rapazes cantam o Hino Americano durante um ménage à trois, é um exemplo delas. Outro caso pode ser conhecido do público nacional em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Paul Dawson admite que o orgasmo com PJ DeBoy parceiro de cena e namorado na vida real. Forte e intenso, Shortbus atrai pela curiosidade gerada pela polêmica.

3 responses

  1. Andy

    eu tinha o filme em casa da internet, mas acabei indo ver no cinema…

    é forte pq fala de sexo, mas para adultos que já têm vida sexual não deve ser nenhum grande TABU, eu pelo menos não achei,…

    é sim um filme mto poético e tudo a ver com NY, adorei cada minuto…

    Mesmo pela verdade que retrata as bizarrices, vale a pena ver

    03/09/2008 às 11:59 PM

  2. Cassita

    Gostei! Finalmente uma boa coisa pra se ver nesses tempos!😀

    04/09/2008 às 12:09 AM

  3. caio paganotti

    hum… seria zé celso adaptado para nova iórki?

    brincs.

    acho q ainda não há aceitação para esse tipo de filme mais “real” em meio a tantos blockbusters holliwoodianos… qdo q isso vai sair do circuito “cult”?

    04/09/2008 às 4:33 AM

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