O Cinema tomou a pílula azul ou a vermelha?

Há dez anos, no dia 31 de março de 1999, o cinema de ficção científica viu o nascimento de sua obra mais emblemática da era da informática. Andy e Larry Wachowski nos deram a pílula vermelha e fomos imersos no universo de Matrix.
 
O filme, uma reunião de um ótimo elenco, associado a um roteiro que mesclava conceitos clássicos das filosofias orientais e ocidentais, conceitos de diversas lutas marciais milenares e invencionices tecnológicas no último momento. Estamos no presente. Nada de naves ou mega robôs substituindo as pessoas no mundo. Existem pessoas e sapatos e calçadas e cachorros e árvores. Tudo na mais absoluta normalidade. Isto é, pra quem está do lado de cá. Vivendo na Matrix. Pros demais, o mundo é o caos à espera de um Salvador, do Escolhido.
 
E esse é o papel de Neo, vivido por Keanu Reeves. Mas essa história já é conhecida de todos. Neo, Morpheus, Trinity e o Agente Smith são nomes que estão cristalizados no imaginário dos fãs do gênero.  O que importa é o impacto causado pela produção.
 
Primeiro e mais simples, o impacto em si mesma. Duas sequências, uma pior que a outra – além de algumas animações bem diferentes entre si na questão qualidade – não foram o bastante pra ofuscar a genialidade da obra. Esqueça o conceito de Trilogia. Esqueça Matrix Reloaded e principalmente Matrix Revolutions. Baboseira sem nexo. O que importa é Matrix.
 
O que só reforça seu impacto. Um roteiro adulto genialmente amarrado por cenas de ação de tirar o fôlego de qualquer adolescente nerd deram a forma perfeita ao filme. Quem conseguiu esquecer o Bullet time e Keanu Reeves desviando das balas enquanto acompanhamos seus trajetos? E as cenas de luta entre Neo e o Agente Smith? Coreografias milimetricamente desenvolvidas que formam cenas, não apenas ágeis, mas bastantes bonitas para o espectador.
Dez anos depois, o que ficou de Matrix? Uma ficção de primeira, efeitos especiais até hoje repetidos à exaustão e uma trama que inspira discussões sobre a nossa realidade até hoje. Matrix, uma década após seu lançamento, ainda está vivo e, o mais importante, suas discussões permanecem extremamente atuais. Ah, claro q tomou a vermelha!

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