Anjos e Demônios

Já escrevi bastante sobre esse filme em matéria da Revista Paradoxo. Mas ainda assim, acho que valem algumas impressões aqui. Em primeiro lugar, Tom Hanks ainda cativa. E Robert Langdon, o simbologista vivido pelo ator, também. Disso já temos muito do carisma do filme.
 
Além disso, alguns erros cometidos na primeira obra foram dizimados dessa. O primeiro deles – e eterno motivo de vaias e xingamentos à minha pessoa – é a inexistência da Audrey Tautou. Ok, ela não está na obra literária e não estaria no filme. Mas no primeiro, a francesinha não convence como Sophie Neveu, o par romântico não cola e o resultado é uma
 dupla insossa. No novo filme, Vittoria Vetra é uma biofísica que ajuda Langdon. Mas sua participação beira a irrelevância. Langdon é o herói. É um Batman sem Robin. Que funciona melhor sempre.
 
Outro erro foi a tentativa de fidelidade ao livro. Todo mundo critica filmes com a fala “ah, mas o livro é melhor”. Claro! A ficção criada pela sua cabeça é sempre melhor. Mesmo que o cara seja um gênio, a sua imaginação é obviamente mais confortável para você. Anjos e Demônios pegou o eixo e se permitiu criar em cima. Mais um ponto positivo.
 
Itália. Ela é linda, sua história é milenar. Criar um thriler de ficção que envolve símbolos e usar a Itália é uma jogada certíssima. Eles tem, no coração de Roma, a Cidade do Vaticano, outro país com toda uma história e símbolos e mistérios que aguçam a curiosidade de qualquer um. Usar o Louvre é legal? Claro, eles tem a Monalisa. Mas Roma e o Vaticano são tão mais envolventes e fascinantes que o teto da Capela Sistina vira apenas uma imagem no filme todo. E mais: O Louvre dá pra ir sempre (basta a grana e todo o bla bla bla). Já os arquivos históricos do Vaticano. Isso é mistério de verdade.

 
E o filme tem o Ewan McGregor. Pode não ser seu papel mais desafiador, nem o que mais nos envolvemos. Mas ainda assim ele é bom. No papel do Camerlengo Patrick, McGregor representa muito bem a história e valores da Igreja Católica, dividida entre o moderno e o tradicional.
 
Em suma, Anjos e Demônios não é impecável. Tem suas falhas de ritmos, momentos mais cansativos, mas ainda assim, bem melhor que seu antecessor e ótima diversão.

One response

  1. festival Cel.U.Cine

    Olá André,

    Somos da Assessoria de imprensa do Festival Cel.U.Cine de micrometragem.

    Gostaríamos de enviar à você nossa matéria sobre o andamento da 2ª etapa do festival.

    Ficamos agradecidos retornando este email para nós.

    Desde já, nosso muito obrigado.

    Festival Cel.U.Cine | http://celucine.com.br

    01/06/2009 às 4:08 PM

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