Avatar

Quanto se cria muita expectativa numa obra, das duas uma: ou é uma tentativa de gerar assunto antes por que a obra final é ruim ou então é tão bom que a confiança é extrema. Confesso que quando ficou incontrolável a discussão em torno de Avatar, fiquei bem receoso. Uma revolução visual, uma nova maneira de fazer cinema, a consagração definitiva do 3D eram apenas alguns dos elogios que o filme recebia.

Expectativas nas alturas, cinco horas de espera no shopping, o filme. E um queixo caído. Avatar é isso tudo que dizem e mais um pouco. Mas começo pelo porém: não espere uma história revolucionária. Se você chegar à essência dela, é um casal água com açúcar com um impeditivo. Nada muito diferente de Jack e Rose de Titanic. Mas que fique claro, que não é uma grande falha. Grandes amores com impeditivos existem desde sempre e a eternidade de Romeu e Julieta prova seu valor. Dito isso, vamos aos elogios que não são poucos.

Avatar, pra começo de tudo tem o grande mérito de envolver. E isso para um filme de 2 horas e 46 minutos não é pouco. Para isso, Cameron utilizou toda a tecnologia ao seu alcance – e mais algumas desenvolvidas para a obra – na criação de Pandora, uma lua que orbita ao redor de Polyphemus, habitada por humanóides azuis de 3,5 metros de altura chamados de Na´vi. O subsolo dessa lua é rico em um mineral chamado unobtainium e uma missão é enviada da Terra para conhecer Pandora e encontrar esse mineral.

Dentro dessa missão, somos apresentados a personagens centrais na obra como o coronel Miles Quaritch, que não hesita em destruir a população local em busca do minério, a pesquisadora Grace Augustine, que chefia uma equipe de estudos do meio ambiente e atua com os Avatares, seres com aparência Na´vi e DNA de humanos, dentre eles o ex-fuzileiro naval, Jake Sully, que substitui o irmão gêmeo Tom, que deveria assumir o Avatar. Paraplégico, o ex-fuzileiro se deixa seduzir pela promessa de voltar a andar de Quatrich e aceita usar seu Avatar para espionar o território dos Na´vi.

Jake, porém em sua missão acaba se envolvendo com o clã Omaticaya e em especial com Neytiri, encarregada de treiná-lo para ser parte um deles. E o que seria uma missão profissional, acaba se transformando em uma nova chance de vida para Sully. E daqui pra frente vira spoiler.

O que mais impressiona nessa história, uma ficção-científica ligada com os problemas atuais (e sim, eu acho que a questão da sustentabilidade e de salvar o planeta foi uma boa saída) é seu realismo. Cameron se empenhou em criar toda uma fauna, uma flora, costumes e tradições para Pandora e seus habitantes. As primeiras cenas de Jake como seu avatar, descobrindo o território impressionam pelo realismo.

Em resumo, já que poderia descrever a obra por horas a fim Avatar não traz para o cinema a revolução da história e sim em sua maneira de contar. Em uma época que a concorrência com downloads é desumana, criar todo um universo desse porte e prender o espectador na cadeira do cinema – e principalmente, estimular o público a querer ver em 3D – é sim uma proeza. Vale cada segundo sentado na sala do cinema. Que, aliás, passam bem rapidinho.

3 responses

  1. Pingback: Tweets that mention Crítica: Avatar – Pandora existe! « Além da Ficha Técnica -- Topsy.com

  2. Concordo contigo! James Cameron revolucionou sim o modo de contar uma história pelo cinema. Não tive nenhuma vontade de fazer download do filme, pelo contrário, quero ir ao cinema pelo menos mais uma vez para assistir de novo. Isto já não é uma revolução?
    O momento em que mostra os detalhes do corpo do Avatar de Jake Sully, com detalhes para os movimentos dos dedos do pé, é de um realismo absurdo… Para mim, um dos melhores filmes da temporada!

    22/12/2009 às 1:56 PM

  3. ana luiza cerqueira hanai

    olha eu amei o filme assisti 2 vezes e adorei as 2 vezes

    um beijoooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!

    02/06/2010 às 5:55 PM

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