Educação

Educação é singelo. Educação é por vezes brusco, impositivo. Mas acima de tudo, Educação, obra da diretora Lone Scherfig, é adolescente. Um filme feito para o adolescente de verdade. E não aquele que está na ponta High School Musical e nem aquele da geração American Pie. Mas um adolescente de verdade.

A obra é centrada em Jenny, uma adolescente de 16 anos, perfeitamente educada e preparada para estudar Literatura em Oxford. Como uma adolescente deve ser, Jenny comete suas pequenas irregularidades, como um cigarro escondido ou uma leitura proibida.

No entanto, a chegada de um homem adulto, David, muda essa vida. Um novo mundo é apresentado à jovem e ela, obviamente, se fascina. Reação semelhante tem seus pais, que enxergam no homem a chance de ascensão social e estabilidade para a filha em plena década de 60. Novas descobertas, contudo, colocam em xeque essa nova realidade da adolescente e provocam questionamentos.

No entanto, o grande destaque do filme fica por conta de Carey Mulligan. A atriz, apesar de seus 25 anos de idade, conduz com um talento impressionante a jovem de apenas de 16 e leva ao espectador um pouco daquela dor sentida típica das adolescentes que a maturidade trata de apagar.

No papel de Jenny, a atriz consegue transmitir a maturidade que as adolescentes possuem com tanta convicção mas que não passa da típica insegurança da idade.

Peter Sarsgaard, por sua vez, encarna um impecável sedutor que, ao lado de seu amigo Danny (Dominic Cooper surpreendendo em sua atuação adulta), comete algumas transgressões sem perder em momento algum a aura dos homens nascidos para encantar.

Com uma bela reconstrução de época, Educação possui um roteiro nem sempre impecável (a maior decepção do filme, sem dúvida, fica por conta do texto de Nick Hornby), mas ainda assim reflexivo. O sofrimento e a rebeldia típicos dos adolescentes estão todos lá, bem vestido e educado, mas ainda assim lá. Educação é filme sobre adolescência e com todos os elementos dessa idade mas se prova uma obra para nós, os pós-adolescentes que perdemos os encantos dessa idade. Um saudosismo gostoso.

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