Invictus

Uma tríade impecável. A direção de Clint Eastwood, cada dia mais aclamado como um diretor bastante autoral e as atuações de Morgan Freeman e Matt Damon, já tornariam por si só assistir Invictus uma experiência bastante boa. Mas existe um algo mais no filme, o clichê.

O clichê somente existe por uma razão: ele funciona. Tocar a razão ou a emoção de um modo tradicional, porém funcional é um trabalho que não é simples, mas que surte muitos resultados. E é nisso que o filme se apóia. A história se foca em Mandela, mito sul- africano que ficou décadas preso durante o regime do Apartheid e eu, após sua liberdade, promove uma reviravolta e assume a presidência da república.

Para integrar as nações branca e negra que coexistiam no país de maneira não exatamente pacífica, Mandela recorre a François Pienaar, um ídolo de um esporte branco do país, o rugby. Entretanto o time nacional vai muito mal e Mandela enxerga ai a sua grande chance. Ele não apenas quer que o país seja um bom anfitrião do campeonato mundial do esporte, mas também que seja campeão.

Para concretizar essa história, Eastwood se apóia, antes de qualquer coisa, em seu elenco. Morgan Freeman, além da semelhança física com Mandela, fez uma construção corporal bastante parecida com o do líder enquanto Matt Damon confere um sotaque e uma estrutura física ideais para seu papel.

O último elemento usado pelo diretor é a catarse. A magia e o encanto do esporte coletivo e de suas torcidas provocam, nas cenas de jogos, arrepios na platéia e seu conseqüente envolvimento, tornando tudo mais ainda real.

Mesmo sem ser dos melhores trabalhos do diretor, Invictus ainda assim é bastante competente ao evocar a relação emocional dos espectadores não apenas com o esporte – independente do fato de ser rugby, a magia esportiva está toda ali presente – mas também com a realidade e a admiração que a vida de Mandela causa em todo mundo.

4 responses

  1. Olívia Orlandine

    Ah, mas vamos falar a verdade?
    All Blacks Rules !!!!!!!!!!!!!!!

    O Haka é uma demonstração linda de orgulho nacional e espírito guerreiro dos maoris.

    Valeu o filme, gostei, mas queria que o All Blacks ganhasse no final rsrs

    17/03/2010 às 12:28 PM

  2. André Sobreiro

    Hahahaha Seu lado australiano fala mais forte que seu papel de espectadora =P

    17/03/2010 às 12:30 PM

  3. Olívia Orlandine

    I liveeeeeeeeeeeeeeee
    I dieeeeeeeeeeee
    😛

    17/03/2010 às 1:10 PM

  4. cinebuteco

    O filme é redondo…. redondinho até demais… chega a ser muito correto, o que acaba não atraindo o meu gosto. Gran Torino é muito melhor…

    17/03/2010 às 5:27 PM

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