Alice no País das Maravilhas

Escrevi o primeiro post sobre a Alice de Tim Burton em agosto de 2008. na época, o nome de Mia Wasikowska acabava de ser apresentado como a protagonista do filme. De lá pra cá, uma sucessão de notícias, posts e tweets criaram uma expectativa sem tamanho sobre o filme. Por isso mesmo, antes de entrar na sala, a ansiedade era enorme, mas, ainda assim, prometi para mim mesmo desligar de toda a avalanche de informações e aproveitar a experiência. E não poderia ter feito melhor.

Alice no País das Maravilhas não é a obra máxima de Tim Burton e muito menos do cinema. Ainda assim é um excelente filme. Para a composição de sua obra, Burton colocou uma Alice com 19 anos de idade sem lembranças de sua primeira estada naquele lugar e suas pessoas. Entretanto, todos aqueles contrários à Rainha Vermelha, aguardam a chegada de Alice e sua batalha contra o Jaguadarte no Dia Frabuloso.

E em torno dessa jornada que o filme se constrói. Dissecando em partes, a ambientação visual é um verdadeiro espetáculo visual. Cenários, maquiagens e figurinos estão verdadeiramente impecáveis criando um universo paralelo completamente envolvente para o espectador.

Outro ponto forte são os personagens animados. O coelho, o gato, a lagarta e muitos outros que povoam a imaginação infantil de todos nós são perfeitamente desenvolvidos e as vozes especiais de Alan Rickman, Michael Sheen, Christopher Lee e muitos outros, tornam cada um deles bastante individuais.

Por fim o elenco. Mia Wasikowska claramente se aproveitou de sua pouca experiência para levar às telas uma Alice insegura e indecisa. A dupla de rainhas, Anne Hathaway e Helena Bonham Carter, é bastante diferente e as duas atrizes criaram personagens divertidas e bastante caricatas, fundamental para a obra. Por fim, o parceiro mor de Burton e destaque das divulgações, Johnny Depp, como o Chapeleiro Louco me causou uma pequena decepção. Sua personagem começa o filme muito carregado e cheio dos maniqueísmos clássicos de Depp. A sensação é a de que ele se apoiou em ferramentas já conhecidas até realmente entender a personagem e sua complexidade, quando se torna bastante cativante.

Essa pequena falha, porém, não tira o brilho do filme. Alice no País das Maravilhas é um entretenimento dos bons, que prendem o espectador o filme todo e termina com um sorriso gostoso no rosto. Para os chatos de plantão, lembre-se que é apenas um filme de entretenimento. Assistam com esse olhar e se entretenham. Vale a pena.

2 responses

  1. cinebuteco

    Que vontade que deu de assistir… Mas só vou poder na quinta ;(

    26/04/2010 às 1:14 PM

  2. Pingback: #MusicMonday – Alice´s Theme « Informações despretensiosas

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