Posts tagged “Jake Gyllenhaal

Viagra é estrela em Love and Other Drugs

E a mais que famosa pílula azul, o Viagra, virou filme. E o mais curioso, uma comédia romântica. Pelo menos é isso o que promete o filme Love and Other Drugs, com direção de Edward Zwick responsável por Diamante de Sangue e O Último Samurai.

Baseado no livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman, de Jamie Reidy, conta a história de um vendedor de Prozac que vê a mulher com quem está envolvido ter um caso com um vendedor de Viagra. Entrelaçam o enredo personagens ligados à indústria farmacêutica e suas práticas como um médico sem escrúpulos e um representante dos laboratórios farmacêuticos que busca aumentar as vendas a qualquer custo.

No trio de protagonistas, os nomes de Gabriel Match como o vendedor de Prozac, Anne Hathaway, como Maggie, a esposa que sofre de Alzheimer e Jake Gyllenhaal, como Jamie o amante que vende a pílula azul (e o par de Brokeback Mountain se repete!). Completam o elenco Hank Azaria e Oliver Platt.

A estreia brasileira de Love and Other Drugs está prevista para 14 de janeiro do próximo ano.


Dia Mundial da Terra

No Dia Mundial da Terra, melhor que homenagear James Cameron e seu Avatar ecologicamente correto, o Além da Ficha Técnica vai falar de alguém que usa o planeta quase como o protagonista dos seus filmes: Roland Emmerich. O cineasta alemão, no entanto, parece não gostar muito do Planeta Azul pois, sempre que possível, ele arruma um jeito diferente de destruir tudo, sem a menor piedade. Selecionamos alguns momentos desse diretor e como ele se esforçou pelo fim da Terra.

Independence Day
Em 1996, Emmerich dirigiu Will Smith numa luta contra uma nave de extraterrestres enorme que pairou sobre a capital americana, Washington, com a missão de dominar o planeta. Muita explosão e destruição nos Estados Unidos ajudaram o filme a arrecadar cerca de 300 milhões apenas nos Estados Unidos mas ET que é bom, quase nada no filme.

Godzilla
Como Extraterrestres não destruíram, a próxima tentativa foi um réptil gigante criado em plena Polinésia Francesa durante uma explosão nuclear. Godzilla partiu então em direção à destruição de Nova York. O filme é o remake do clássico de 1954.

O Dia Depois de Amanhã
Sem monstros, que tal a Terra entrar em colapso? É em torno disso que se passa o próximo filme catástrofe de Emmerich. Em O Dia Depois de Amanhã Dennis Quaid e Jake Gyllenhaal lutam pela sobrevivência em um planeta devastado pelos efeitos do aquecimento e do resfriamento global. Dessa vez, a natureza foi mais implacável e o filme atingiu mais de 500 milhões de dólares de bilheteria.

2012
A mais recente destruição do planeta feita pelo diretor é, na verdade, uma velha conhecida da humanidade. A previsão de fim do mundo no ano de 2012 não estava tão errada assim e, o extremo aquecimento do centro da Terra provocará ondas gigantescas e modificações climáticas irreversíveis. Com John Cusack e Amanda Peet como protagonistas, é o mais meloso dos filmes catástrofe.


Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

E mais um herói de saias promete disputar a atenção do público adolescente nos cinemas em 2010. Além de Sam Worthington e seu Fúria de Titãs, chegará aos cinemas o filme Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, baseado em um jogo de sucesso no final dos anos 80.

O filme, uma direção de Mike Nevell (dos diferentes Harry Potter e o Cálice de Fogo e O Amor nos Tempos do Cólera) centra no príncipe Dastan, do ator Jake Gyllenhaal, acusado da morte do soberano da Pérsia, causada na verdade pelo seu irmão Nizan, interessado no trono.

Dastan, com o apoio de Tamina, parte em busca da adaga ancestral, capaz de fazer o tempo voltar e solucionar o problema. O filme tem a seu favor nas disputas por bilheteria o nome de Jerry Bruckheimer, responsável pela trilogia (e agora quadrilogia) Piratas do Caribe.

O épico estrelado pelo protagonista de O Segredo de Brokeback Mountain e Donnie Darko tem estreia no Brasil agendada para 28 de maio. Veja o trailer completo.


Entre Irmãos

No ano que premiou um filme que pseudo-humaniza a guerra (afinal, transformar em heróis não é humanizar), a chegada de Entre Irmãos aos cinemas é uma opção de respiro um tanto quanto mais real.

Com direção de Jim Sheridan, a obra centra na vida de três personagens: o marine Sam, sua esposa Grace e Tommy, ovelha negra da família e irmão de Sam. O primeiro está as vésperas de voltar para a guerra do Afeganistão (o filme se passa na transição de 2007 para 2008) e deixar no país a mulher e duas filhas pequenas. Tommy por sua vez, acaba de ser colocado em condicional da prisão que cumpria por roubar um banco.

A queda do helicóptero de Sam no país, porém, acaba por aproximar Tommy e Grace, ambos em busca da reconstrução de suas vidas. O que ninguém esperava era que Sam tivesse sobrevivido à queda e às torturas afegãs e retornasse para sua casa. E é nesse ponto exato que o filme ganha sua redenção.

Explico: para quem assiste, a sensação do óbvio Sam volta e Grace fica dividida, mas fica com Tommy é clara. Isso ainda mais se levar em consideração o fato de o marine ter voltado extremamente abalado e desestabilizar a estrutura alegre que existia até então.

Mas Sheridan não recorreu a essa solução fácil e detalhou cada um dos conflitos que envolve o trio principal, o trauma das duas filhas e o amargor do pai dos dois, um veterano da Guerra do Iraque que se orgulha de Sam e se envergonha de Tommy.

Entretanto, essa construção feita pelo diretor e seu roteiro só foi possível graças ao talento do trio de protagonistas. Jake Gyllenhaal, além da descomunal beleza, possui o talento que vem no sobrenome. Natalie Portman, por sua vez, se mostra bem mais madura como atriz e mulher e faz o sofrimento de sua personagem ser bastante convincente e cheio de nuances. Mas é Tobey Maguire quem traz a grande surpresa do filme. Tirando quando sorri e fica com cara de Peter Parker, o ator mergulhou a fundo no papel e as cenas de maior carga dramática confirmam sua indicação ao Globo de Ouro.

Entre Irmãos, apesar do nome infeliz (e Brothers, no original, não valoriza mais o filme), consegue fugir do óbvio esperado de um drama e surpreende pela reflexão e pelo poder de não deixar o espectador tomar um partido dicotômico. Um mérito, sem dúvida.